
Como o tema não é dos mais empolgantes vou colocar fotos que nos transportem para belos lugares. Este é a vista do Pico Paraná visto do Caratuva (abril/2013). Foto: Fernando H. Kumode
Este é o primeiro post de uma sequência dedicados ao empreendedorismo inovador, startups, conceito, cenário atual e principalmente, sob o foco jurídico, o investimento de risco (venture capital).
Diversos fundos de investimento de risco, aceleradoras de negócios, incubadoras dentre tantas espécies de serviços dedicados às startups tem surgido no país. Muito se tem falado acerca delas no Brasil e no mundo e um crescente número de pessoas tem deixado de lado a estabilidade de um emprego seja na iniciativa privada ou pública para assumir os riscos de empreender.
Contudo, este não é um movimento novo se analisado globalmente. Inúmeras empresas americanas, hoje com valuations bilionários tais como Google, Facebook dentre outras tantas, um dia já foram startups. Segundo artigo da revista Info[1], de 28/02/2013, atualmente os Estados Unidos possuem mais 40 (quarenta) startups bilionárias.
Esse é um movimento muito forte no famoso Silicon Valley. As maiores empresas de tecnologia atuais com Microsoft e Apple surgiram, são sediadas na referida região e igualmente receberam investimento de risco quando do inícios de suas atividades na década de 1970.
Este movimento de empreendedorismo é que tem sido trazido para o Brasil nos últimos anos, desde o início dos anos 2000, mas com forte crescimento nos dias atuais, em razão da situação econômica vivida no Brasil e no mundo desde 2009.
Aliás, em artigo, Renato Bernhoeft (2013)[2] defende que os jovens devem passar a repensar suas alternativas de carreira, de maneira a focar no empreendedorismo e fugir dos modelos tradicionais que geralmente envolve a busca por um emprego em uma grande empresa e o crescimento dentro dela através dos planos de carreira. Segundo o mesmo autor, este é um modelo que não mais condiz com a situação econômica atual.
Isso porque, a tendência global é o de crescimento no índice de desemprego entre os jovens, em razão do contágio da crise do Euro nas economias emergentes, o que resultará numa taxa de desemprego entre os jovens de 12,9% (doze por cento e nove décimos) até 2017[3].
Apenas para reforçar essa projeção, em abril de 2012, segundo artigo de Sílvio Guedes Crespo, do Estadão, o desemprego entre jovens na Espanha superou os 50% (cinqüenta por cento) desde 1986[4].
[1] INFO. EUA já tem mais de 40 startups bilionárias. disponível em: http://info.abril.com.br/noticias/mercado/eua-ja-tem-mais-de-40-startups-bilionarias-28022013-10.shl. Acesso em: 05/05/2013.
[2] VALOR ECONÔMICO. Jovens devem repensar suas alternativas de carreira. Disponível em: http://www.valor.com.br/carreira/3104444/jovens-devem-repensar-suas-alternativas-de-carreira. Acesso em 05/05/2013.
[3] VALOR ECONÔMICO. Jovens devem repensar suas alternativas de carreira. Disponível em: http://www.valor.com.br/carreira/3104444/jovens-devem-repensar-suas-alternativas-de-carreira. Acesso em 05/05/2013.
[4] ESTADÃO: Economia e Negócios. Desemprego entre jovens na Espanha supera 50% pela primeira vez desde 1986. Disponível em: http://blogs.estadao.com.br/radar-economico/2012/04/02/desemprego-entre-jovens-na-espanha-supera-50-pela-1%C2%AA-vez-desde-1986/