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Alterações nos benefícios previdenciários – MP nº 664/2014

11 quarta-feira mar 2015

Posted by Roberson L. Souza in Uncategorized

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Com a edição da MP nº 664/2014 em 30/12/2014, já em vigor, foram alteradas diversas regras do Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Dentre as mudanças, destacamos aquelas que atingem diretamente a concessão de benefícios.

PENSÃO POR MORTE – A pensão por morte passa a ter carência de 24 contribuições mensais, ressalvados os casos em que o segurado esteja em gozo de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez. Nesse sentido, também independe de carência a pensão por morte nos casos de acidente de trabalho e doença profissional ou do trabalho.

PENSÃO POR MORTE ANTES DA MP 664/2014 APÓS A MP 664/2014
CARÊNCIA não havia carência carência de 24 contribuições mensais
primeira exceção: sem carência se o segurado estava em gozo de auxílio-doença ou de aposentadoria por invalidez
segunda exceção: sem carência se o óbito decorreu de acidente do trabalho, doença profissional ou do trabalho

 

Outra alteração trazida pela medida provisória é a exclusão do dependente condenado pela prática de crime doloso de que tenha resultado a morte do segurado dos quadros de beneficiário.

Ainda, o cônjuge, companheiro ou companheira não terá direito ao benefício da pensão por morte se o casamento ou o início da união estável tiver ocorrido há menos de dois anos da data do óbito do instituidor do benefício, excetuado os casos em que o óbito do segurado seja decorrente de acidente posterior ao casamento ou ao início da união estável; ou o cônjuge, o companheiro ou a companheira for considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade remunerada que lhe garanta subsistência, mediante exame médico-pericial a cargo do INSS, por doença ou acidente ocorrido após o casamento ou início da união estável e anterior ao óbito.

Já o valor mensal da pensão por morte corresponderá a cinquenta por cento do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento, acrescido de tantas cotas individuais de dez por cento do valor da mesma aposentadoria, quantos forem os dependentes do segurado, até o máximo de cinco. No caso de haver filho do segurado instituidor do benefício órfão de pai e mãe na data da concessão da pensão ou durante o período de manutenção desta, o valor da pensão será acrescido de uma cota individual, rateado entre os dependentes.

PENSÃO POR MORTE ANTES DA MP 664/2014 APÓS A MP 664/2014
VALOR 100% do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento 50% do valor da aposentadoria que o segurado recebia ou daquela a que teria direito se estivesse aposentado por invalidez na data de seu falecimento, acrescido de tantas cotas individuais de dez por cento do valor da mesma aposentadoria, quantos forem os dependentes do segurado, até o máximo de cinco (totalizando 100%)

O valor mensal da pensão por morte será acrescido de parcela equivalente a uma única cota individual, rateado entre os dependentes, no caso de haver filho do segurado ou pessoa a ele equiparada, que seja órfão de pai e mãe na data da concessão da pensão ou durante o período de manutenção desta.

 

Ademais, a pensão por morte não será mais vitalícia ao cônjuge, companheiro ou companheira como regra geral. O tempo de duração da pensão por morte devida ao cônjuge, companheiro ou companheira, será calculado de acordo com sua expectativa de sobrevida no momento do óbito do instituidor segurado, conforme tabela abaixo. Excetua-se o cônjuge, o companheiro ou a companheira considerado incapaz e insuscetível de reabilitação para o exercício de atividade remunerada que lhe garanta subsistência por acidente ou doença ocorrido entre o casamento ou início da união estável e a cessação do pagamento do benefício:

Expectativa de sobrevida à idade x do cônjuge, companheiro ou companheira, em anos (E(x)) Duração do benefício de pensão por morte (em anos)
55 < E(x) 3
50 < E(x) ≤ 55 6
45 < E(x) ≤ 50 9
40 < E(x) ≤ 45 12
35 < E(x) ≤ 40 15
E(x) ≤ 35 vitalícia

 

APOSENTADORIA POR INVALIDEZ e AUXÍLIO-DOENÇA – No caso da aposentadoria por invalidez, concluindo a perícia médica da autarquia previdenciária pela existência de incapacidade laborativa total e definitiva o benefício passa a ser devido, ao segurado empregado, a partir do trigésimo primeiro dia do afastamento da atividade ou a partir da data de entrada do requerimento, se entre o afastamento e a data de entrada do requerimento decorrerem mais de quarenta e cinco dias.

Com relação ao auxílio-doença, este será devido ao segurado que ficar incapacitado para seu trabalho ou sua atividade habitual, desde que cumprido, quando for o caso, o período de carência exigido na lei. O benefício será pago ao segurado empregado, a partir do trigésimo primeiro dia do afastamento da atividade ou a partir da data de entrada do requerimento, se entre o afastamento e a data de entrada do requerimento decorrerem mais de quarenta e cinco dias; já aos demais segurados, a partir do início da incapacidade ou da data de entrada do requerimento, se entre essas datas decorrerem mais de trinta dias.

Devido a essas alterações, a empresa passa a ser responsável pelo pagamento integral do salário do segurado durante os primeiros trinta dias de afastamento.

A importância do advogado na tomada de decisões pelo empreendedor

17 domingo nov 2013

Posted by Fernando Hideki Kumode in Investimento, Startup, Uncategorized

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empreendedor, empreendedorismo, fundadores, investimento, startup

Hoje, 17/11/2013, a Folha de São Paulo veiculou em seu site um artigo acerca da importância do advogado na tomada de decisões por parte do empreendedor, do sócio fundador da startup.

No início do artigo a folha trata da importância de estar bem assessorado juridicamente desde o nascer da startup para que se possa optar dentre outras coisas pelo tipo societário mais adequado para sua empresa (sociedade anônima ou limitada). Sobre este tema irei tratar num próximo artigo.

Mas especificamente no contrato de investimento, o artigo da Folha embora de maneira simplória faz um grande alerta aos sócios fundadores “sobre o risco de, mesmo negociando uma pequena participação na empresa, empreendedores deem aos investidores direitos de controle ou assumam responsabilidades sem perceber na hora de assinar o contrato.”

Portanto, ainda que sua ideia seja muito boa e você saiba como executá-la, a má condução das tratativas com investidores e a falta de assessoria jurídica pode acabar inviabilizando a startup.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2013/11/1372114-advogados-podem-ajudar-fundadores-de-negocio-a-tomarem-decisoes.shtml

REVISÃO DE BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS: O INSTITUTO DA DESAPOSENTAÇÃO.

09 quarta-feira maio 2012

Posted by Andrey Osinaga Terres in Uncategorized

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Aposentadoria, Desaposentação, Revisão de benefício

A cada ano que passa, o número de idosos no mercado de trabalho aumenta. Tal fato encontra justificação na crescente expectativa de vida dos brasileiros e consequente aumento da população com idade igual ou superior a sessenta anos.

Essa, porém, não é a única causa, também são apontados como fundamentos dessa constatação a falta de mão de obra qualificada combinada com a carência de experiência em determinados segmentos, a maior atenção conferida pelos veículos de comunicação à questão do idoso e, obviamente, o baixo valor das aposentadorias.

Mesmo com a aposentadoria, muitos idosos continuam no mercado de trabalho, não apenas como forma de se manterem ativos, mas também para complementar o valor da aposentadoria. Não se pode esquecer que é assegurado ao idoso o exercício de sua atividade profissional, direito legalmente previsto no Estatuto do Idoso.

Ao continuar exercendo sua atividade, em regra, o aposentado continua a contribuir à Previdência Social. Ocorre que as contribuições realizadas após a aposentadoria não são computadas pelo INSS no cálculo do benefício recebido. Acrescente-se a isso o fato de que as frequentes alterações legislativas atinentes aos benefícios previdenciários somadas ao denominado Fator Previdenciário, em geral, quando não diminuem o valor da aposentadoria, o congelam.

Por esta razão, diversas ações judiciais tem sido propostas com vistas ao reconhecimento da desaposentação, que consiste na desistência da aposentadoria (o idoso se desaposenta) para em seguida requerer novo benefício, desta vez, porém, com a contabilização das contribuições realizadas após a aposentadoria.

O sucesso de ação judicial nesse sentido, em determinados casos, pode dobrar ou até triplicar o valor do benefício recebido, a depender do tempo de contribuição havido depois da aposentadoria.

Alguns esclarecimentos devem ser feitos: os tribunais tem entendido, não obstante a defesa em sentido contrário feita pelo INSS, que àquele que pede a desaposentação não existe a obrigação de devolver os benefícios recebidos anteriormente e; durante o curso da ação que pretende a desaposentação, não há perda da aposentadoria vigente.

O tema em relevo é atual e palpitante. Tramitam no Congresso Nacional diversos projetos de lei visando regularizar a desaposentação. O Supremo Tribunal Federal, por sua vez, deve julgar ainda nesse ano de 2.012, em sede de repercussão geral, a existência do direito de desaposentação.

Segundo informações do governo, estima-se que considerando as ações já ajuizadas, estão em disputa cerca de R$ 49,1 bilhões. O julgamento a ser proferido pelo Superior Tribunal Federal é aguardado e gera grande expectativa para efetivação do direito a uma aposentadoria mais justa e digna.

Andrey Osinaga Terres é advogado em Curitiba/PR. Especialista em Direito Tributário e Pós Graduando em Direito Público. Membro da Comissão de Direito Tributário da OAB/PR. Sócio do escritório Kumode Terres e Souza Advogados Associados.

www.ktsadvogados.com.br

Essa publicação também pode ser vista em: http://teoriasedireito.blogspot.com.br/

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